Aglomeração e a ruína do transporte público em Marília

 Por Juliana Vitoria Alves da Silva


A fase roxa, é atualmente a mais restritiva do Estado, porém, isso não flexibilizou a situação dos transportes públicos de várias cidades do interior paulista. Em Marília há vários relatos de passageiros que necessitam do transporte público para trabalhar e sobreviver durante esse tempo precário. Entretanto, o medo e a insegurança da contaminação pelo Covid-19 tomam conta de todos.

“Eu preciso acordar todo dia cedo minha filha, porque preciso trabalhar, mas morro de medo de pegar esse vírus e passar para minha família” – Afirma Maria dos Santos, que trabalha com serviço de limpeza na Zona Sul da cidade.

É evidente que o transporte público da cidade está apresentando uma preocupação em relação à empresa responsável e dos governantes.

No dia 09 de abril, motoristas que fazem principalmente a linha da Zona Norte, paralisaram os serviços e reivindicaram seus direitos, os mesmos alegaram estarem recebendo apenas 30% do valor dos salários. A greve durou cerca de 4 horas, mas foi o suficiente para sobrecarregar ainda mais os transportes.

A empresa Grande Marília, responsável pela linha, pediu o fim do contrato com a prefeitura, apesar disso a petição foi negada pela justiça que determinou que o transporte continuasse circulando e realizando o serviço na cidade. Mesmo a empresa alegando não possuir dinheiro por conta da queda de passageiros e por esse motivo está pagando somente 30% dos salários dos trabalhadores.

A prefeitura ainda informou o aumento da tarifa de ônibus de R$ 3,80 para R$ 4,50, pensando na validação futura para o pagamento dos funcionários. Portanto, a data do início do reajuste ainda não foi divulgado. O último ajustamento foi realizado em março de 2019.

 

Foto : Edio Junior

Fonte da matéria :  Jornal da manhã / Diário do Transporte 

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