Policial é executado por próprios companheiros de trabalho pós surto psicótico

 Camila Gabriele Braga Viana


Wesley tinha 38 anos, vivia e trabalhava em Itabuna e estava noivo. Parecia uma pessoa saudável e nunca havia apresentado antes estados de insanidade.

Na região do Farol da Barra, em Salvador-BA (28/3), as 14 horas, Wesley Góes, um policial militar despertou atenção e aflição ao proferir brados e lançar disparos de fuzil para o alto, tudo indicava que as ações do PM eram em forma de protesto, o que acarretou depois de algumas horas em sua morte. As 15 horas o local rapidamente foi isolado e uma equipe do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), chegou na tentativa de controlar a situação. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, foi feito o possível para negociar com o agente por três horas e meia, mas Wesley parecia estar em um estado de crise psicológica, alternava entre lucidez e raiva, o soldado estava agressivo, arremessando objetos no mar e disparando tiros de fuzil. A Secretaria afirma que o PM só foi atingido após o mesmo disparar em direção aos seus companheiros de trabalho. Wesley teria gritado que havia "chegado o momento" e atirou contra o BOPE, que em reação, atingiu o soldado. Wesley foi levado ao HGE (Hospital Geral do Estado), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. 

O governador do estado, Rui Costa, fez um vídeo lamentando a morte do PM; "Quero lamentar profundamente o fato ocorrido neste domingo e ao mesmo tempo manifestar meus sentimentos à família do policial envolvido", disse ele, e rebateu as duras críticas vindas do povo que se revoltou pela única solução ser a morte do homem, e afirma que todos irão continuar trabalhando pra salvar vidas e conseguir vacinas para soldados militares, civis e guardas municipais. 

 

 (Links para um site externo.) (Links para um site externo.)
 



11 Comentários

  1. Muito triste tudo isso 😞
    Matéria esclarecedora! 👏👏👏

    ResponderExcluir
  2. Triste, parabéns pela matéria!!!

    ResponderExcluir
  3. Exelente reportagem com detalhes importantes .
    Pena que familiares e amigos não observaram alterações no comportamento deste jovem .

    ResponderExcluir
  4. Parabéns pela matéria que rememora a tragédia.uma abordagem sensível e humana.
    Opinião:
    Uma tragédia que poderia ser evitada se houvesse mais perícia por parte dos peritos indicados para resolver a situação .

    ResponderExcluir
  5. Excelente matéria, parabéns!!

    ResponderExcluir
  6. Matéria muito bem redigida!!!Parabéns...

    ResponderExcluir
  7. Parabéns pela excelente matéria!

    ResponderExcluir