Carlos Henrique Vieira Sales
Durante os meses de agosto e setembro desse ano,
vários Municípios Cearenses registraram focos de incêndios florestais, a
maioria dessas queimadas acontecem em áreas rurais, onde a população local ara
a terra para o plantio. As Chamadas queimadas
agrícolas geram dano ao solo e contribuem para pro pagar o fogo na região onde
a vegetação e propensa a combustão.
![]() |
| Salitre-Ceará (Foto: Carlos H. Sales) |
Além das queimadas geradas pelas queimadas
agrícolas temos os incêndios criminosos que nesse período de estiagem
contribuem ainda mais para a devastação de áreas florestais aumentando ainda
mais o sofrimento das famílias que vivem no entorno dessas áreas pois o fogo se
alastra muito rápido devido a baixa umidade e os ventos no sertão, vale
ressaltar que nem todas as cidades tem corpo de bombeiros e nem agua para
apagar os focos de incêndios muitas vezes dependendo de cidades vizinhas para
conter o fogo.
O Coronel Luís Eduardo Soares de Holanda do Corpo
de Bombeiros do Estado do Ceará, destaca a preparação dos bombeiros e as
iniciativas criadas para essa época. “As atividades que se intensificam
bastante, a partir do segundo semestre de todos os anos, é a questão do combate
ao fogo em vegetação. Os incêndios descontrolados influenciam diretamente no
processo de desertificação das nossas áreas verdes. O Corpo de Bombeiros tem
uma preocupação toda especial com isso, inclusive, estamos investindo muito
forte em um projeto novo, que se chama “Projeto Previna”, que são caminhonetes
4×4, dotadas de kit de combate a incêndio florestal com bombas autônomas,
tanque de 400 litros e carros leves, para que a gente possa chegar realmente
até o foco do incêndio em vegetação. Algo que, na maioria das vezes, as nossas
viaturas pesadas de combate a incêndio não têm como chegar”, ressalta o
comandante geral do CBMCE.


0 Comentários