Camilla Ketellen Silva Gaspar
Como a cidade considerada uma promissora
no turismo do interior mineiro, se encontra atualmente com a baixa do setor,
devido a pandemia
Imagem panorâmica de
Uberlândia, foto da internet
Uberlândia com quase 700
mil habitantes, segundo dados de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), é a principal cidade do Triângulo Mineiro, sobressaindo-se
como um grande polo para o turismo de negócios, no interior de Minas Gerais. Além
dos mais variados pontos turísticos da cidade como o Mercado Municipal, Parque
do Sabiá, Museus, das trilhas e cachoeiras (categorizando o turismo ecológico e
rural), a cidade se destaca como referência para grandes eventos de negócios e
shows, nacionais e internacionais, com infraestrutura hoteleira, aeroviária,
bons restaurantes com tradição local e nacional, à altura desses grandes acontecimentos.
Devido à pandemia que
assolou todos os países e vêm afetando massivamente o Brasil, o cenário, no que
tange às aglomerações, é outro. Com todos os grandes eventos cancelados no ano
de 2020, o setor turístico da cidade atravessa um período de incertezas, quedas
categóricas em seus rendimentos, reorganizações estratégicas para que esse
campo não se desvalorize e acarrete ainda mais prejuízos.
De acordo com o “Visite
Uberlândia” – entidade que atua em apoio ao turismo local, a taxa de ocupação
da rede hoteleira está em aproximadamente 15% da capacidade total, porcentagem muito
baixa, se comparada ao mesmo período do ano passado que foi de 90%. Desde abril
muitos hotéis estão totalmente fechados, ou reduziram consideravelmente suas
atividades, para se adequar ao sistema de isolamento e, posterior reabertura
comercial.
Ainda, em entrevista à TV
Integração, ao MGTV 1ª edição, Pedro Paulo Schwindt, presidente do Visite,
informou que alguns hotéis não retomam mais suas atividades e um grande hotel
da cidade, para conseguir voltar a atender o público em setembro, teve que
reduzir serviços essenciais, cortar alguns funcionários e reduzir a carga
horária de trabalho dos remanescentes, além de suspender contratos, pois se
encontra fechado desde abril deste ano.
Imagem aérea do Parque do
Sabiá e, ao fundo o Estádio João Havelange, foto da internet
Um evento que impulsionava não apenas o setor
hoteleiro, mas o setor do agronegócio nos meses de agosto e setembro e, que
esse ano não pode ser realizado por causa da Covid-19 (Corona Virus Disease),
foi o CAMARU (Centro de Amostra e Aprendizagem Rural de Uberlândia), a exposição
agropecuária da cidade, que atrai, anualmente, cerca de 400 mil pessoas, em 10
dias de festa. Mesmo mantendo leilões e alguns negócios virtuais, de acordo com
o presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, órgão responsável pela
organização desse evento, Gustavo Galassi, a estimativa de prejuízo com o
cancelamento e adiamento da festa, ultrapassaria o valor de R$ 1 milhão de
reais, pois além da movimentação comercial e agronegócios, os atrativos de
entretenimento como: shows, visitação aos animais e parque de diversão, são a
marca da exposição.
Imagem aérea de um show do
CAMARU, foto da internet
O turismo na cidade
estava tão aquecido antes da pandemia, que segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e
Turismo, Raphael Leles, da Prefeitura de Uberlândia, após a realização de
reuniões setoriais em 2019 para ouvir as opiniões e objetivos de representantes
do segmento, foi elaborado um documento definia estratégias, ações e metas para
o exercício de 2020 a 2023, o Plano Municipal de Turismo (PMTur) no intuito de
“captação de eventos e recursos financeiros, capacitação profissional,
fortalecimento do turismo de negócios, promoção dos turismos rural, cultural,
de entretenimento, religioso e gastronômico, estímulo à comercialização e
prospecção do destino, fortalecimento das infraestruturas urbana e turística,
consolidação do sistema de atendimento ao turista e estímulo à geração de
emprego e renda associada à indústria do turismo”.
O que resta é a retomada gradual do comércio, assim como dos negócios e
dos eventos de forma consciente, para um possível aquecimento do setor, posteriormente,
para que toda as ramificações como: geração de emprego, cultura, investimentos
entre outras, dependentes do turismo voltem a se estabilizar e, após, a
vacinação e o decreto do fim da pandemia (que ainda continuam incertos), o ano
de 2020 seja apenas uma lembrança, todavia, enquanto isso não acontece o mais
prudente a se fazer é seguir as regras básicas de saúde sanitária e evitar as
aglomerações, pois mais importante nesse momento, que sair, viajar e passear é
a preservação de todas as vidas.
Fontes:
Sobre
o turismo em Uberlândia, disponível em: <https://turismodeminas.com.br/cidades/uberlandia/>, acesso em 23
de agosto.
Novo
Plano de Turismo, disponível em: <https://diariodeuberlandia.com.br/noticia/24179/novo-plano-de-turismo-com-metas-ate-2023-e-lancado-em-uberlandia>, acesso em 23
de agosto.
Camaru
cancelado devido a Covid-19, disponível em: <https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2020/07/21/camaru-2020-e-cancelada-devido-a-pandemia-de-covid-19-em-uberlandia.ghtml>, acesso em 23
de agosto.
Hotéis de Uberlândia registram taxa de
ocupação de 15% , disponível em: <https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/cidade/uberlandia/>,acesso em 23
de agosto.
Informações
sobre Uberlândia, disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Uberl%C3%A2ndia>, acesso em 23
de agosto.




4 Comentários
Ótima matéria.
ResponderExcluirParabéns ficou excelente.
ResponderExcluirExcelente... Adorei poder me atualizar frente à indústria do turismo.
ResponderExcluirAqui é seu amigo do Twitter, Júnior Carvalho. rss. Como prometido eu li sua matéria e ela ficou ótima. Parabéns! Sucesso, minha melhor esquerdista e futura redatora do JN.
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