Por: Carlos Eugênio de Oliveira Cavalcanti
A 5ª Gerência Regional de Saúde (5ª GERES), sediada em Garanhuns, no Agreste Pernambucano, divulgou o registro de quatro casos de irritação e coceira na pele em cidadãos residentes nos municípios de Garanhuns e Caetés, distantes 230 e 250 km, respectivamente, do Recife, capital do Estado de Pernambuco.
Caracterizado por lesões que provocam irritação e coceira na pele, podendo provocar, inclusive ferimentos, a causa da enfermidade que vem acometendo crianças, adultos e idosos, em Pernambuco, ainda é desconhecida. Segundo Janaína Santos, que gerencia a 5ª GERES, os casos ainda estão sendo investigados.
Até o último dia 28 de novembro, 130 casos haviam sido confirmados em Pernambuco, todavia cerca de 250 notificados já foram registradas, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. Além de Garanhuns e Caetés, outros municípios Pernambucanos já registraram casos de moradores com lesões na pele que provocam coceira, dentre eles: Cabo de Santo Agostinho; Igarassu; Ipojuca; Itapissuma; Nazaré da Mata; Recife; Camaragibe; Paulista; Olinda; Jaboatão dos Guararapes e São Lourenço da Mata.
ALERGIA A VACINA CONTRA A COVID-19? – Diante do surgimento de casos de irritação e coceira na pele, e mesmo com as autoridades locais registrando ainda não terem chegado à conclusão quanto às causas do surto, pacientes acometidos pela enfermidade já começam a relacionar a irritação a possíveis reações das vacinas contra a COVID-19.
Todavia, pesquisa de alergistas do Massachusetts General Hospital, hospital localizado em Boston, nos Estados Unidos, indica que as reações na pele são raras após a primeira dose da vacina contra a COVID-19 e dificilmente reaparecem após a segunda dose.
“Os problemas de pele como coceira, erupções cutâneas, urticária e inchaço podem ocorrer, mas em poucos casos”, registra reportagem publicada na Isto É Dinheiro, em julho passado (https://www.istoedinheiro.com.br/reacoes-cutaneas-sao-raras-apos-vacina-contra-covid-19-mostra-estudo/).
(Links para um site externo.)No estudo, apenas 1,9% das pessoas que receberam vacinas relataram reações cutâneas após a primeira dose. Dos indivíduos que relataram reações cutâneas à primeira dose, receberam uma segunda dose e completaram uma pesquisa de sintomas após a segunda dose, 83% não relataram reações cutâneas recorrentes.
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