Malawi - parte da África esquecida

Por: Constâncio Viana Coutinho

                                                                       imagens: o autor

Se existe uma explicação  científica  ou  religiosa  para  a  evolução  humana,  ficou  mal  explicado o motivo pelo qual esse fato não chegou a alguns países do continente africano. Não consigo entender certas coisas, quando penso no que o homem foi capaz de fazer em séculos de sua existência. Se hoje o homem é capaz de criar máquinas gigantescas que podem voar, fazer viagens pelo espaço, mover toneladas de aço flutuante pelo mar como se estivessem na terra, mover outras toneladas pelo fundo do oceano por vários meses sem a necessidade de reabastecimento  por  ser  movida  a  energia  nuclear. 

Se  o  homem  é  capaz  de  prever  com exatidão o momento em que vai chover, que vai nevar, se o homem é capaz de salvar vidas, curando doenças, fazer transplantes de órgãos entre pessoas vivas, como é que se explica o fato  de  existirem  crianças  na  África  que  nunca  viram  uma  balinha,  um  chiclete?  Que  se assustam  ao  verem  sua  imagem  em  uma  câmera  fotográfica  digital,  um  segundo  após  ser clicada?

Creio  que  essa  mesma  explicação  científica  que  considera  a  África  o  berço  da humanidade por ter sido aqui encontrado o mais antigo fóssil humano da história, deveria continuar  pesquisando  e  divulgando  que  aqui,  ainda  estão  os  homens  "evoluídos"  mais próximos dos homens das cavernas que há séculos deixaram de existir. Que aqui, é como se tivessem se contentado com o simples fato de passarem a andar de forma ereta e não mais de quatro como os animais.

Se a explicação bíblica for correta, de que o homem foi uma criação divina, parece que essa parte do mundo funcionou como teste de um experimento maior, que após concluído teve seu protótipo esquecido em um depósito e que por insistência de alguns operários menos informados, tentaram concluir outros projetos que ficaram pelo caminho por falta de recursos.

Séculos  e  séculos  se  passaram  e  ainda  hoje  vemos  homens  que  lutam  para  sobreviver comendo ratos, crianças chupando cana o dia inteiro como única fonte de energia, famílias inteiras vivendo dentro de um espaço que mal caberia uma pessoa. Sei que as cenas que vi no Malawi são de conhecimento do mundo inteiro, de grandes órgãos de defesa da vida, como a Unicef que está por aqui, mas talvez por ser um país sem recursos naturais que impulsionariam os  negócios  de  grandes  empresas,  essa  parte  do  mundo  tenha  sido  esquecida  como  o protótipo do homem que deixou de evoluir.

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