Por: Jéssica Dhulia Ferreira
É exagero?
Fonte: canva
Noites em claros! Sentar na cama, levantar, ligar a tv,
tomar um café em plena madrugada. Chorar! Deitar e tentar dormir mais uma vez. Medo
e falta de ar. E as manchas roxas, quando surgiram? Não tem como saber, só estão
ali. Ataque de alergia, ataque de pânico, dores no estômago, fobias, etc. Os
sintomas não param de surgir.
Julgamentos, pessoas que deveriam ser apoio, porto
seguro, viram as costas, apontam o dedo, dizem coisas como: “quer aparecer”. E
a espera de um ombro amigo, alguém que lhe escute se torna em um “melhor não dizer nada”. Um milhão de
ideias e planos, muita coisa pra fazer, mas o pensamento que fica é: não
consigo, não posso , não vai dar certo, sou incapaz. A auntosabotagem e um
futuro que aterroriza.
A ansiedade, o medo e a preocupação fazem parte da
existência do ser humano, do instinto de sobrevivência natural, mas existe um
limite saudável e quando esse “limite” impede as realizações de tarefas cotidianas
é necessário cuidados, tratamentos e acompanhamento médico.
Estudar, cuidar da casa, trabalhar, boletos e mais
boletos, filhos, prazos curtos, correria
do dia-a-dia, essa é a realidade da maioria dos brasileiros, fatores que
corroboram para a epidemia de transtorno de ansiedade no Brasil.
Segundo uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (
OMS) em uma pesquisa realizada em 2020, o Brasil, tem a maior taxa de pessoas
com algum tipo de transtorno de ansiedade, cerca de 19 milhões de pessoas no país e 264 milhões em torno do mundo, um número que
vem aumentando na pandemia do novo corona vírus.
Transtorno de ansiedade e depressão andam de mãos dadas.
A ansiedade quando limita o indivíduo pode causar a depressão, assim como, uma
depressão não tratada pode ocasionar em que a ansiedade se manifeste e, como
são doenças distintas podem acontecer simultaneamente.
A terapia é uma grande arma contra esse mal, trabalhada
com outros elementos para uma vida mais saudável. Atividade física, uma dieta
saudável, sono regular, exercícios de relaxamento, aulas de dança, ler, ouvir
música, evitar a cafeína, o álcool e a nicotina
e organização são essências para auxiliar no controle da doença.

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