Afeganistão: Invasão do grupo Talibã e os retrocessos

Por: João Martins Chaves do Nascimento

Liberdade e Democracia

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O Afeganistão é um país asiático que fica em uma região, do ponto de vista geopolítico, considerada estratégica, pois está próxima de potências globais, como a China e Rússia, e de potências regionais, como o Irã e o Paquistão. A importância desse país o tornou alvo de disputa de interesses que se arrasta por décadas.

No domingo, 15 de agosto, o grupo extremista Talibã tomou a capital do Afeganistão, Cabul, e voltou ao poder quase 20 anos depois de ter sido expulso por tropas norte-americanas. 

O presidente do Afeganistão Ashraf Ghani, e seu vice, Amrullah Saleh, fugiram do país e as forças de segurança afegãs ofereceram pouca resistência, apesar dos recursos disponíveis. Essa tomada de Cabul já era um risco apontado por especialistas, que estavam apreensivos com a decisão dos Estados Unidos de retirar suas tropas do Afeganistão depois de duas décadas de ocupação. 

Talibã é um grupo fundamentalista islâmico formado no fim da invasão soviética do Afeganistão (1979-1989) por estudantes que defendiam uma rígida interpretação do Alcorão para governar o país. Talibã, inclusive, significa “estudantes” em pashto, uma das línguas faladas no Afeganistão. “O grupo interpreta a religião de um jeito peculiar. Vê os outros ramos do Islamismo como deturpados. 

Durante o domínio talibã na região, as mulheres não tinham permissão para trabalhar ou estudar e deveriam ficar confinadas em casa. Elas só poderiam sair se estivessem acompanhadas de um homem. Era obrigatório o uso da burca, cobrindo todo o corpo, da cabeça aos pés, e mulheres acusadas de adultério eram apedrejadas na rua.  O Talibã também proibiu música, filmes, televisão e livros. 

Recentemente e tomando de surpresa o mundo e em especial as maiores potências mundiais, o grupo radical Talibã invade o Afeganistão e toma o poder e destitui o presidente eleito democraticamente pelo povo Afegão. Daí em diante inicia-se os reveses tanto na liberdade da população, bem como na democracia.

As liberdades da população foram totalmente ceceadas e inicia-se um processo de perseguição àqueles que reivindicam seus direitos e em especial às mulheres que perdem totalmente seus direitos à liberdade, não podendo inclusive frequentarem as universidades. O Temor das mulheres e daqueles que cooperaram com as forças militares estrangeiras e autoridades é muito grande.

Esses temores se dão em função do histórico do Talibã de desrespeito aos Direitos Humanos e de perseguição às minorias e mulheres. Ao retomar o poder, o porta-voz do Talibã disse que o grupo não reivindicaria vingança contra aqueles que trabalharam juntamente aos estrangeiros e anunciou que os jornalistas poderiam trabalhar livremente e que mulheres poderiam continuar estudando e trabalhando. Só que depois tomarem o poder e agora municiados das forças militares do país, a história mudou completamente, levando ao pavor as mulheres e as minorias do país

Fonte:https://guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/o-que-e-o-taliba-e-como-o-grupo-tomou-o-poder-no-afeganistao/

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