Por: Ronaldo Nascimento de Souza


                                                            imagem: reprodução - o autor

Ah tempo bom quando ligávamos o rádio, fosse qual fosse a hora do dia ou da noite, sempre boas músicas aguardando ouvidos atentos à uma melodia com bom conteúdo.

Antigamente para se obter um lugar nas faixas de rádio, o músico precisava ter talento e conteúdo. Não se ouvia música apenas com ritmos e  rimas desconexas! O cantor e o autor da música, precisavam saber se expressar, pois certamente, seriam analisados por ouvidos críticos.

Mesmo as músicas internacionais, com pouco conhecimento da mensagem dada, precisavam ter seu estilo original.

O que temos visto é a tecnologia se multiplicar e a música empobrecer! Seria a facilidade de administração dos "fantoches" pela indústria da música? Quem chegou na conclusão de que temos que engolir à força as músicas escolhidas por um grupo de pessoas? Há tão bons músicos atualmente como havia antigamente, mas eles são sufocados por um pequeno espaço concedido a eles, o que os obriga a trabalharem em diversas áreas deixando a música como hobby, privando os amantes da boa música do acesso às suas obras primas. 

O poder que a música tem em levar uma mensagem, em acalmar alguém em momentos de tribulação, de fazer levantar da cadeira e dar um brado, de chorar, também... ser manipulada de modo que venhamos hoje ter uma miséria musical nos restando manter viva a memória dos músicos que sofriam com cada composição, visando deixar uma herança, que é a sua obra, para gerações futuras. Bom que temos tudo isso gravado, porque viver os anos 70 e 80, não será mais possível!

Nossos bons e clássicos músicos estão partindo sem deixarem substitutos!

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