Afinal, podemos afirmar que somos autômatos ou autônomos?

Por: Rogerio de Jesus Ramos Queiroz


                                                             imagem: reprodução - o autor

O que corresponde ao ideal de beleza do século atual e o porquê de um consumismo exacerbado, imposto pelo sistema?

Baseado nestes questionamentos, podemos afirmar que somos autônomos ou autômatos?

Afinal, porque temos, necessariamente, que obedecer cegamente à ditadura que nos é imposta pelos modismos que se nos apresentam como um marco diferencial, qualificando-nos como aceitáveis?

Os Hunos, povo bárbaro que, com suas técnicas de guerra, aterrorizaram o poderoso império romano, tinham como padrão de beleza, deformarem a estrutura do crânio, na parte superior da testa, enfaixando firmemente o topo da cabeça da criança e obtendo assim, a forma desejada. 

Essa deformação correspondia ao seu ideal de beleza, que mais tarde foi imitado por tribos germânicas. Para isso, colocavam em risco sua saúde e se sujeitavam a terríveis incômodos.

Nos dias atuais, o que prevalece é o “ter”, e não o “ser”, e a ditadura camuflada do consumismo, materializa-se, de forma persuasiva, em  um irrefutável e desenfreado desejo de compra, que nos torna presas fáceis e escravos de sua vultosa ganância.

A realidade é que, à medida em que nos deixamos reprimir por uma sociedade que nos massifica como um rolo compressor, absorvendo o néctar de nosso intelecto, abortando-lhe o pensamento crítico, tornando-o estéril e apenas meros repetidores de dados, não podemos afirmar que somos autônomos, e sim, autômatos, sem poder de decisão, simplesmente marionetes nas mãos dos que desejam serem “senhores” do nosso destino.

Rogério Ramos é escritor, licenciado em história e em pedagogia, especialista em história do Brasil, neuropsicopedagogia, educação especial e inclusiva, educação infantil e ensino fundamental, e graduando em jornalismo.

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