Por: Antônio de Paula Oliveira
foto: reprodução internet
A nova capital Goiânia nasceu para descentralizar o poder
oligárquico com a chegada da Nova República de Vargas também para se tornar
hoje uma metrópole cosmopolita com uma altíssima qualidade de vida.
Em 1933, a Assembleia Constituinte promulgou a nova
constituição brasileira. O então presidente Getúlio Vargas, pretendia transferir
o fluxo migratório par as regiões Norte e Centro Oeste. A indústria estava em
franco desenvolvimento, com o estilo populismo de Vargas, ele elabora o projeto
“Marcha para o Oeste” para promover a integração econômica e o crescimento
populacional. A vastidão do Planalto Central com o maior bioma brasileiro, o
Cerrado, Savanas, florestas e a hidrografia, com uma grande quantidade de rios
caudalosos e extensos, estavam prontos para oferecer uma quantitativa produção agrícola
e pecuária.
O estado de Goiás necessitava que a capital se transferisse
para uma área de melhor acesso, próximo à ferrovia, onde facilitasse o
recebimento de mercadorias para a construção da nova capital. O interventor de
Goiás, Pedro Ludovico de Teixeira, decide transferir a capital para as
proximidades de Campinas, hoje um bairro de Goiânia. O local foi escolhido pelo
urbanista e paisagista Correia Lima. Uma planície banhada pelos rios Meia
Ponte, João Leite, Capivara, Anicuns e outros.
O nome dado a nova capital Goiânia, tem origem Tupi-Guarani
“Guyanna”, que significa terra de muitas águas. A capital foi um dos símbolos
da revolução de 1930. Em 24 de Outubro de 1933 foi lançada a pedra fundamental
de Goiânia, mas a transferência da capital da Cidade de Goiás para Goiânia se
deu em 23 de Março de 1937.
A nova capital cresceu com aspectos de vida interiorana, mas
com o desenvolvimento urbano a largos passos. Mineiros, baianos, maranhenses e
outros povos colonizaram e proporcionaram uma explosão de desenvolvimento no
estado. Tudo planejado para uma capital moderna, charmosa com uma qualidade de
vida de primeiro mundo. Preocupando com preservações ambientais, foram criados
parques, espelhos d’água, nascentes preservadas e uma arborização de encher os
olhos de quem a conhece. Os canteiros centrais e praças são verdadeiros jardins
multicoloridos em mosaico, que embelezam as ruas. Goiânia é a cidade mais
arborizada do Brasil. A arquitetura Arte déco, muito usada no início da
construção da capital, ainda preserva seus monumentos, hoje tombados pelo Iphan.
Esse estilo arquitetônico se mistura com a modernidade dos arranha-céus
envidraçados, reluzentes ao sol de Goiânia. Sol que aquece o coração e faz dos
goianienses um povo acolhedor, aguerrido e feliz.
O estado de Goiás é um gigante produtor de soja, milho, cana
de açúcar, sorgo, tomate, entre outros. Na pecuária, o rebanho bovino de corte
e leite, com genética melhorada, abastece o Brasil e outros países. Essa
economia pujante traz um equilíbrio no poder socioeconômico dos goianos,
distanciando o estado das crises sazonais. Com isso o desenvolvimento e a
qualidade de vida dos goianienses são subvencionados pelo agronegócio.
A culinária recebeu uma vasta herança mineira, mas tem os
pratos típicos que os goianos apreciam: frango com pequi, pamonha, guariroba,
empadão goiano, carne de sol, entre outros.
O estado de Goiás tem uma cultura riquíssima com
descendência nas etnias indígenas, dos povos europeus, africanos, nordestinos,
mineiros e paulistas. As festas mais tradicionais são: a procissão do Fogaréu,
onde os Farricocos, homens trajados de túnicas, capuzes e tochas acesas, saem
pelas ruas de pedras da antiga capital, Cidade de Goiás. De pés descalços na
escuridão ao som das matracas, se misturam religiosidade e folclore. As
cavalhadas de Pirenópolis, que é também cidade histórica tombada pelo
patrimônio Histórico Nacional. Ela representa a luta entre Mouros e Cristãos. As
congadas de Catalão, Folia de Reis no interior de Goiás. Na dança, a catira é
marcada pela batida dos pés e mãos.
Aqui os povos se encontram nas agitadas noites de Goiânia, se
partilham e misturam sem enjeitamento, e se esbaldam na alegria, degustando o
sabor típico e misturado da miscigenação que faz de Goiânia um lugar único
cheio de luz do sol, da lua e das estrelas, que brilham o ano inteiro.
Impossível não embalar nos bares e casas noturnas e ao voltar para na madrugada morto de fome, deixar de dar uma
paradinha em um Pit-Dog, coloquialmente dizendo, para saborear os mais variados
e deliciosos sanduiches. A festa nunca se acaba, apenas muda de endereço, o
prazer da vida esta arraigado no estilo Goiano de ser.
Fonte para pesquisa:
WWW.goiânia.go.gov.br historia.
P/T.mwikipedia.org>wiki>Goiânia
Faeg, Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás.
Fotos: Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer de Goiânia-GO.

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