Estados ignoram orientação do Ministério da Saúde e seguem vacinando adolescentes contra a COVID-19

Por: Carlos Eugênio de Oliveira Cavalcanti

Apesar de orientação do Ministério da Saúde, quanto a suspensão da vacinação de adolescentes sem comorbidades contra a COVID-19, os Governos de dezenove Capitais e do Distrito Federal decidiram por dar continuidade a imunização desse público

                                                                 foto: Internet

De acordo com levantamento realizado pela TV Globo, capitais de estados brasileiros como: Recife-PE; Salvador-BA; Aracaju-SE; São Luís-MA; Fortaleza-CE; Maceió-AL; Porto Velho-RO;  Manaus-AM; São Paulo-SP; Rio de Janeiro-RJ; Porto Alegre-RS; Rio Branco-AC; Palmas-TO;  Florianópolis-SC; Boa Vista-RR; Vitória-ES; Belém-PA; Campo Grande-MS e Belo Horizonte-MG, além do Distrito Federal seguem vacinando os adolescentes com idades entre 12 e 17 anos. Natal-RN anunciou que começará a vacinar os adolescentes a partir dessa segunda-feira, dia 20.

As capitais Macapá-AP; Goiânia-GO e de João Pessoa-PB decidiram seguir a orientação do Ministério da Saúde e interromperam a vacinação dos cidadãos com faixa etária entre 12 e 17 anos, enquanto que Curitiba-PR; Teresina-PI e Cuiabá-MT ainda não deram início ao ciclo vacinal desse público.

REAÇÕES – Além da negativa de várias Capitais em seguir a orientação do MS, membros da Câmara Técnica, do Ministério da Saúde, que é composta por Médicos, ameaçaram pedir demissão caso o Órgão Federal não decida por recuar da orientação contra à imunização dos adolescentes. A decisão veio após reunião virtual entre os membros do Colegiado e fundamenta-se no fato de que o MS não consultou a Câmara Técnica quanto a posição, sugerindo que a decisão do Governo foi apenas política, não tendo qualquer embasamento científico.

Em nota publicada nessa sexta-feira, dia 17, o Conselho Nacional de Saúde recomendou que o Governo Federal mantenha a vacinação de todos os adolescentes de 12 a 17 anos contra a COVID-19. O Órgão atua como instância colegiada, deliberativa e permanente do Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) se reuniu com a Pfizer, fabricante da vacina, que é a única autorizada até o momento para adolescentes, e manteve a autorização de uso do imunizante no território brasileiro.

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