Por: Flamarion de Cerqueira Reis
Reprodução: cebds.org
O Brasil não só está deixando de cumprir o Acordo de Paris, assinado durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP21), em 2015, envolvendo outros 194 países e mais a União Europeia, como vem retrocedendo nas ações que visam o alcance das metas para a redução do aquecimento global.
Dentre os compromissos assinados pelo Brasil, estão o corte das emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025 e em até 43% até 2030. No entanto, o que se vê é o aumento em indicadores como os divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE), que considera um aumento em 20% do desmatamento da Floresta Amazônica, quando comparado ao ano anterior, bem como o não cumprimento de do Código Florestal que prevê medidas para o desmatamento ilegal zero e o reflorestamento em 12 milhões de hectares, ambos até 2030.
Para o site Brasil de Fato, em matéria publicada no último mês de dezembro, o Brasil ficou de fora do encontro da Cúpula da Ambição Climática, realizado no final de 2020, por apresentar um novo plano que prevê a emissão de 400 milhões de toneladas a mais de gás carbônico (CO2) na atmosfera, pela extinção da Secretaria de Mudanças do Clima e Florestas, bem como do Fundo Amazônia.
“Os números do desmatamento revelam que o Brasil não vai cumprir a Política Nacional sobre Mudanças do clima, já que, atualmente, a taxa está três vezes acima da meta”, ressalta Izabella Teixeira, líder da comitiva brasileira na conferência de Paris em 2015.
Para que o país atinja as metas que permitem limitar o aumento da temperatura em 1,5ºC até 2030, ele precisa reduzir a vulnerabilidade a eventos climáticos extremos; estimular o aporte financeiro e tecnológico ao cumprimento das metas; promover o desenvolvimento e a transferência de tecnologia e capacitação para adaptação às mudanças climáticas; além de proporcionar a cooperação entre sociedade civil, setor privado, instituições financeiras, cidades, comunidade e povos indígenas para tais fins.
Para Alexandra Prado, “é preciso que o governo federal, os estados e os municípios tenham uma atuação mais forte, tanto na valorização das florestas em pé – combatendo desmatamentos e queimadas, por exemplo – quanto facilitando a adaptação da indústria e da agricultura para a economia do século XXI”, afirma o diretor de Economia Verde do WWF-Brasil.
REFERÊNCIAS:

0 Comentários