Essa preocupação se intensificou essa semana quando o chefe do Estado brasileiro foi a ONU (Organização das Nações Unidas) participar da 76ª Assembleia Geral. Em seu discurso o presidente deu declarações polêmicas tanto sobre a pandemia de covid-19 quanto aos problemas ambientais enfrentados pelo país em sua gestão entre outras coisas.
Na ONU, o chefe do Estado brasileiro fez afirmações como quem falava para a sua base de apoiadores.
Para começar, Bolsonaro quebrou regras das Nações Unidas que pedia que todos que fossem participar da Assembleia Geral estivessem totalmente imunizados, o que não ocorreu visto que o próprio presidente brasileiro em uma conversa com o primeiro-ministro britânico Boris Johnson disse aos risos não ter tomado a vacina.
Jair Bolsonaro, durante a Assembleia Geral voltou a fazer discursos favoráveis ao uso de medicamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19, com base em uma suposta experiência própria como destacado pelo New York Times: "O presidente de extrema direita do Brasil disse que os médicos deveriam ter mais margem de manobra para administrar medicamentos não testados para covid-19, acrescentando que ele estava entre aqueles que se recuperaram após o tratamento 'fora da bula' com uma pílula anti-malária que estudos consideraram ineficaz para tratar a doença".
Jair voltou a criticar as medidas de proteção contra o vírus como a quarentena, o uso de máscaras e o chamado passaporte de vacinação e culpou os governadores e prefeitos brasileiros pela alta no desemprego e pela crise econômica que o país enfrenta hoje, além de não citar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da covid que investiga seu governo na condução da pandemia no país.
O jurista e professor Miguel Reale Júnior, quando Bolsonaro defendeu o uso de medicamentos ineficazes contra a covid-19 na ONU, ele confessou os crimes pelos quais ele é investigado na CPI. “Era uma confissão. Ele confessa que usava cloroquina, que mandava cloroquina e ainda vai ao púlpito da ONU fazer campanha da cloroquina. Reforça o crime catalogado na nossa legislação como charlatanismo”, disse Reale ao Congresso em Foco.
foto: reprodução Internet
Sobre a questão ambiental, onde o governo atual está sendo criticado desde o seu início pelas comunidades e governos internacionais, o chefe do executivo brasileiro alegou que o país "mudou muito desde 2019" e que o Brasil deve ser aplaudido pelas florestas que se mantem intactas. Porém, o NYT destacou também que a gestão do Bolsonaro "enfraqueceu o cumprimento da legislação de proteção ambiental e tirou poderes das agências que tinham essa prerrogativa".

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