A menina que matou os pais e o menino que matou meus pais – Caso Richthofen

Por: Jessyca Dhulia Ferreira

Filmes inspirados no homicídio brutal de Manfred Albert von Richrhofen e Marísia von Richrhofen que chocou o Brasil no ano de 2002. Ocorrido em Brooklin, São Paulo, São Paulo, Brasil no dia 31 de outubro onde o casal foi encontrado sem vida no quarto da casa que viviam mortos à pauladas.

Dirigidos por Maurício Eça e roteiro de Iana Casoy e Raphael Montes , os longas  contam a versão de Daniel Cravinho (Leonardo Bittencourt) – A menina que matou os pais e Suzane von Richrhofen (Carla Diaz) – O menino que matou meus pais - ditas em 2006 durante o julgamento que teve 69 horas de júri. Relatam os acontecimentos 3 anos antes do homicídio quando Susane conhece Daniel e começam um relacionamento, contando um pouco da relação deles com seus familiares e supostamente o que os levou a cometer o crime.

Durante o julgamento os réus disseram ter cometido tal atrocidade por amor o que explica a mistura de ficção e realidade mostrada nos filmes dando a ideia de “ um romance que deu errado”. Cristian Cravinho que ficou encarregado de golpear e matar Marísia( enquanto Daniel se encarregava de Manfred) foi o primeiro a confessar o crime como participante ativo,  deixando assim, sem saída  seu irmão Daniel e Susane que também acabaram confessando, porém com suas versões distintas de quem planejou o assassinato o que ocasionou na idéia dos filmes com mesmo assunto, mas de ângulos diferentes.

Os filmes foram lançados dia 24 de setembro de 2021 e podem ser encontrados no serviço de streaming da Amazon Prime . Sobre os longas Eça ressaltou:

“... Quem rege a forma como cada filme é narrado é o próprio depoente de cada filme. Cada um tem um ritmo diferente por causa de como cada um contou a história."

Na versão de Suzane ( o menino que matou meus pais) ela conta de como foi influenciada por um jovem ambicioso e possessivo e na versão de Daniel ( a meninas que matou os pais ) que foi manipulado por uma jovem potencialmente abusada pelo pai e infeliz com a família. Montes adverte que: 

"A gente não sabe qual é a verdade, por isso era importante a gente ser imparcial nessa apresentação. Então, a gente tem dois filmes com duração de 80 minutos apresentando cada uma.”

Após a conclusão das investigações e julgamento que contou com o importante depoimento de Andreas filho caçula das vítimas que desmentiu momentos cruciais no depoimento da irmã e cunhado, Suzane e Daniel foram condenados a 39 anos e seis meses de reclusão, enquanto Cristian a 38 anos e 6 meses, ambos pelo crime de homicídio triplamente qualificado. Os irmãos Cravinho atualmente estão em regime aberto e Suzane regime semi-aberto na Penitenciária Feminina de Tremembé e conseguiu a vaga no curso superior após obter a nota necessária no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).


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