Por: Charles Araújo Gonçalves
foto: reprodução/o autor
Depois de esperar quase dois anos o retorno das aulas presenciais, para o alunado da rede municipal de ensino em Santa Filomena, inteior de Pernambuco, voltar a estudar na frente de um quadro negro, com a orientação de professores ainda parece ser um sonho. O motivo, é que além do risco de aumentar os casos da Covid-19, no sétimo mês do atual governo municipal, a Prefeitura não recebeu repasses de recursos federais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, para aquisição da alimentação escolar, devido a pendências na prestação de contas por gestões anteriores.
O dilema vem tomando repercução no município, diante da possibilidade da retomada das aulas presenciais, já que os números da Covid-19 são favoráveis. Atualmente apenas três pessoas estão infectadas entre uma população estimada em 14.562 habitantes (IBGE 2020).
Os pais de alunos inconformados com a falta da alimentação escolar, estão reclamando que o fato é inaceitável e que já deveria ter sido sanado. "Não importa de quem é a culpa ou qual foi o erro cometido. O importante é chegar 'merenda' no município. Com a 'merenda', mesmo que as aulas não retornem agora, nossas crianças teriam do kit da 'merenda' para comer em casa. Afinal, a maioria das famílias estão passando por dificuldades, diante da crise gerada pela pandemia", disse uma mãe de aluno da zona rural que antes da pandemia viajava 50 quilômetros em estrada de chão, no ônibus escolar para assistir suas aulas.
A Secretária de Educação do município afirmou que o prefeito está resolvendo a pendencia em Brasília, através do jurídico; que a expectativa é que logo seja resolvido. "Acreditos que vamos resolver o problema nos próximos dias. Pois seria impossível retomar as aulas presenciais sem ter o que dar aos alunos para comer. Estudar com fome não tem rendimento", explicou Marleide Castro.
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