Escreveu Dom João VI em junho de 1918 ao decretar a construção do Museu Real:
"Propagar os conhecimentos e estudos das ciências naturais no Brasil, que encerra em si milhares de objetos dignos de observação e exame e que podem ser empregados em benefício do comércio, da indústria e das artes"
Após a Proclamação da
República em 1889 passou a se chamar Museu Nacional, com um papel fundamental e
precursor de pesquisas no Brasil, incentivando a criação de outras instituições
nas mais diferentes áreas das ciências naturais e humanas, significando o
início de uma política de estado voltada para a pesquisa que passa a valorizar
a ciência como estratégica para o crescimento do país.
Antes da tragédia de 2 de Setembro de 2018, menos de 3 meses após o bicentenário do Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, no palácio de São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro e vinculado a UFRJ desde 1940 e contando com uma verba de 520 mil reais anualmente, já contando com um cervo de mais de vinte milhões de itens de diferentes áreas como antropologia, biologia, botânica, arqueologia, zoologia, etnologia, geologia e paleontologia, o museu encontrava-se aberto a visitação e contava com mais de 180 mil pessoas todos os anos.
Uma tragédia anunciada em toda
imprensa mundial, ficando a pergunta, que ainda não tem resposta; Dá pra calcular o prejuízo?
Não se tem como calcular o prejuízo histórico, cultual e
vou além, até moral, pois é inadmissível o crime cometido num domingo (data
acima), pois podem até calcular o prejuízo patrimonial, obterem verbas pra
reconstrução, mais num país que destrói sua Memória Histórica e Cultura, com um
progresso atrelado aos processos políticos, interesseiros e mesquinhos,
principalmente com relação a educação e cultura de nosso país, ao ponto de não
dar nem pra mencionar, muito menos sequer equiparar com a preservação e
manutenção de museus históricos nos outros países, sejam eles subdesenvolvidos,
quanto mais os desenvolvidos.
Muitos dos museus são importantes no processo educacional em todo mundo, e estão atrelados principalmente a Graduação e Pós Graduação das Universidades. Nossas instituições educacionais estão sofrendo nos últimos 30 anos uma deterioração.
Há um desinteresse dos alunos, dos professores, reitores e principalmente da classe política em torno a Educação. Será preciso é voltarmos ao molde de aprovação por competência e termos uma política presencial de toda sociedade, pais e mestres.
Formação de Escolas com período integral
para alunos com pais que trabalham fora de casa e cotas nas Universidades
Federais somente para atletas da COB ou da seleção Amadora Estadual. Numa
tentativa da elevação da Educação e ampliada aos museus Universitários sendo auto
suficiente em sua manutenção como já explicado no texto anterior, poderemos dar
um salto em torno do processo de conservação e manutenção Histórica e Cultural
no Brasil, pois: “ Um país sem memória, forja uma sociedade sem futuro”.


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