Opinião: por Heitor Bragança Lemos
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Em tempos pandêmicos já
ficou claro que a volta às aulas se tornou o objetivo de muitos governos mas
não de muitos pais. As escolas em todo o pais estão fechadas e aos poucos
alguns governantes mais corajosos tem insistido em um retorno dos alunos mas sem
a exigência, ou seja, envia para a sala de aula os alunos cujos pais confiam
que as medidas de proteção serão suficientes para proteger seus filhos.
Em um Brasil onde o
governo não consegue sequer proteger os educadores pois a sua imunização tem
sido arrastada e deficitária, imagine proteger as crianças, os alunos que por
obra e graça divina não saberão manter a distância ou a higienização correta?
Enviar os filhos às escolas neste momento é como se fosse envia-las para um
abatedouro pois não existe a mínima condição sanitária para isso.
Mesmo com a insistência
de alguns pais que já não aguentam mais seus filhos dentro de casa é importante
saber que o vírus ainda existe e mata, sim mata com a mesma vontade que matou
dezenas de milhares de pessoas no Brasil pela simples inercia governamental,
digo desgoverno Federal.
Para se ter uma ideia tem
cidades que ainda nem imunizaram seus cidadãos na faixa dos 50 anos e a
vacinação se arrasta como que em um bingo onde um ou outro é premiado e os
demais que Deus os ajude. Agora falar em volta às aulas em pleno período
pandêmico é falar em colocar nossos filhos em meio ao furação. Além da falta de
livros, segurança e qualidade no ensino
ainda devemos expor nossas crianças a um vírus que já se mostrou letal demais
para experimentações.
Por fim é importante
ressaltar que as matérias apresentadas pela mídia em geral apresenta escolas
onde o nível de preocupação dos diretores é bem elevado, escolas que se mostram
exemplos de cuidados com nossos filhos. Essa é uma realidade fictícia em nosso
Brasil atual. Nossas escolas carecem desde merenda adequada e boa, a
profissionais motivados, segurança e qualidade no ensino.
Penso que o governo deveria primeiro exterminar as ameaças pandêmicas para depois se falar em enviar crianças para as escolas correndo o risco de se contaminar e morrer, isso é fato.


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