Por: Diva Bueno de Oliveira Túlio
Na região, a febre aftosa não é
registrada desde 2006, quando houve o último registro no estado em uma fazenda
de gado Nelore, que fica em Tamboara. Na década de 70, um animal apresentou
sintomas leves de febre aftosa, após o retorno de uma exposição.
Desde então, a doença nunca mais
deu sinal. Os animais daqui são vendidos para frigoríficos que também ficam no
Paraná. São quase 60 anos de experiência e a vacinação sempre foi feita, mesmo
antes da obrigatoriedade.
O rebanho do Paraná está entre os
dez maiores do país: mais de nove milhões de cabeças. Por isso, a Febre aftosa
sempre foi uma preocupação para Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, a
Adapar. A aftosa é altamente contagiosa e traz prejuízos pro rebanho, como
perda de peso. O programa de vacinação no Paraná começou em 1968.
Mesmo assim, em 1979, foram quase
1.500 focos de aftosa no estado. Mas, ao longo das últimas décadas, a vacina
mudou e o controle ficou cada vez mais rigoroso. Nos últimos anos da campanha,
2018 e 2019, 97 por cento do rebanho paranaense foi vacinado. No noroeste este
índice chegou a 99%.
Segundo o site “cnbrasil”, com
todo controle sanitário, o Paraná foi autorizado pelo Governo Federal a
suspender a vacinação contra febre aftosa de bovinos e búfalos em 2019. O ano
passado foi o primeiro sem vacinação, quando o Estado recebeu também o
reconhecimento nacional de área livre de febre aftosa, sem vacinação.
Agora, o pecuarista paranaense
precisa fazer todo ano a atualização do rebanho. Os produtores entregam o
cadastro de cada animal nos órgãos de vigilância. Para chegar neste nível, foi
importante a fiscalização.
“A febre aftosa é transmitida de
animal pra animal, então só vai ter problema se vier algum animal contaminado.
No Paraná, a partir de novembro de 2019, só entram animais de áreas que são
iguais as nossas", detalha o veterinário.
Para garantir a segurança
sanitária, o Paraná mantém fiscalização e barreiras fixas em 33 pontos das
divisas com outros estados. O Governo Federal fiscaliza as fronteiras com
Argentina e Paraguai. A certificação nacional foi dada pelo Ministério da
Agricultura, que já encaminhou a solicitação pra Organização Mundial de Saúde
Animal, que deve reconhecer, em maio, o Paraná como área livre da febre aftosa,
sem vacinação.
Segundo a Adapar, isso permite a
abertura do mercado internacional. As exportações de carne suína, por exemplo,
podem passar das atuais 107 mil toneladas para 200 mil toneladas por ano, com
possibilidade de exportação principalmente de países Japão, México e Coreia do
Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária.
“Isso representa muito para
economia do estado. Para a produção de carnes no estado, representa um passo
muito grande. Vamos acessar mercados que pagam melhor pela carne, mercados que
querem carnes de qualidade, querem carne que não tenha risco de ter febre
aftosa e eles pagam melhor por essa carne. As cadeias de suínos, de bovinos, e
a própria cadeia de aves também vai aumentar.
Por Ana Zimmerman e Lucas Sarzi,
G1 PR e RPC
Curitiba o governador do Paraná,
Ratinho Junior (PSD), disse nesta quarta-feira (26) que conquistou o status de
Estado Livre de Febre Aftosa, Sem Vacinação. A Organização Mundial de Saúde
Animal irá realizar um evento na sede da entidade em Paris, na França em
maio-21 onde o Paraná receberá status
livre de febre aftosa. A expectativa do Governador do Paraná, Ratinho Júnior, é
que esse status permita uma ampliação nas exportações paranaenses de proteína
animal, sendo fundamental para a retomada financeira do estado após a pandemia
do Covid 19.
Fontes:
https://g1.globo.com/pr/parana/caminhos-do-campo/noticia/2021/02/28/
(Links para um site externo.)
https://www.cnabrasil.org.br
(Links para um site externo.)
https://www.afisapr.org.br (Links
para um site externo.)
https://paranaportal.uol.com.br/


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