Foi confirmada na manhã de terça (29) que a cidade de Marília ultrapassa a marca de mais de 800 mortes por Covid-19 na cidade.
Desde que começou a pandemia, a cidade registrou 31.828 casos de marilienses infectados pela doença.
São histórias sem despedidas, sem aviso e perdas inesperadas. O declínio na área da saúde contribuiu para que muitos não pudessem lutar pela vida. Falta de leitos na cidade e equipamentos decentes para os profissionais da saúde, favoreceu o lado sombrio do momento que todos estão passando.
Uma das histórias é do senhor Roberto, de 74 anos. Que se foi em uma quinta-feira, deixando esposa, neto e filhos. Segundo sua filha — Carolina, Roberto era um homem forte, nunca ficava doente. Antes de partir, conseguiu rever seu neto de 2 anos e 5 meses.
“Minha madrasta percebeu que ele não estava melhorando e o levou para a UPA e ele já ficou lá, no mesmo dia a noite, foi entubado. E ficou esperando vaga de UTI que nunca apareceu. Tudo evoluiu muito rápido e na quinta-feira da mesma semana ele foi a óbito. Meu mundo desabou… Me dói demais, principalmente pelo meu filho que vai crescer sem o avô… e não consigo ficar em paz pensando se ele se foi dignamente ou pensando principalmente em problemas como: falta de medicação para sedação, falta de UTI, falta de recursos. Ele se foi sozinho. Sem ninguém da família por perto ou despedida. É horrível e está sendo difícil. Tenho que ir para o Brasil-Marília, e só de pensar em ir já fico mal, pois quem sempre me buscava era ele… Agora vou ter que visita-lo no cemitério, fico arrasada”.
O vírus Covid-19 não está colecionando apenas números e estatísticas, são vidas, pais, filhos, maridos, noivos, esposas. É um abraço e um aconchego que vai sem avisar. É a imprudência do governo e o descaso da população que corroboram com a proliferação do mesmo. O vírus só pode ser combatido com uma união social.


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