Os moradores do município de Piaçabuçu, distante 135 km da capital alagoana, mais uma vez vivem o drama da falta de água na cidade. Segundo os moradores o serviço de fornecimento que é realizado pela Companhia de Abastecimento de Água e Saneamento do Estado de Alagoas – CASAL, é de péssima qualidade, além dos valores exorbitantes dos talões dos usuários, e a falta de comunicação estão entre as principais reclamações.
Hoje (14) entrou no terceiro dia de torneiras vazias servindo apenas como peça de decoração. outro problema vivido é sobre a coloração e em alguns momentos um odor forte invade a casa ao ligar as torneiras, tendo em vista que onde faz a captação é próximo a saída de um riacho, “às vezes a gente pensa toma até um susto, uma água, preta e fedorenta saindo das torneiras”, relatou dona Maria do bairro Brasília.
Segundo a CASAL o motivo da paralisação do fornecimento se dá a danificação da bomba de captação, contudo, segundo a assessoria da Companhia, desde logo cedo os técnicos estão trabalhando para que até o início da noite de hoje (14), esteja normalizado o serviço para retomar a distribuição.
O prefeito Djalma Beltrão ao tomar conhecimento sobre o problema, entrou em contato imediatamente com o presidente da CASAL, Clécio Falcão, solicitando que nesse período de precariedade, a população fosse abastecida por dois caminhões pipa como uma medida emergencial, no qual foi atendido pelo presidente da CASAL.
Em pleno século XXI seria inadmissível cenas como as que presenciamos no município ribeirinho, com mulheres que para suprir suas necessidades nos serviços domésticos e de higiene pessoal têm que carregar por alguns metros, “latas d’água na cabeça”, no entanto, o problema da falta de água em Piaçabuçu é algo que desafia compreensão daqueles que querem entender o porquê de uma cidade às margens do Rio São Francisco viver com tanta deficiência no fornecimento do precioso líquido.
Preocupação
Uma das maiores preocupações da população é por causa da pandemia do Covid-19, tendo em vista que o Estado se encontra na fase vermelha com 91% dos leitos de UTI ocupados e obedecer às normas de distanciamento social é fundamental para evitar disseminação do vírus, porém com a escassez de água torna isso impossível.


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