Por: Adriana Cinthia Silva Damasceno
foto: notícias.bol.uol.com.brTodos nós sabemos que a prática
de atividade física faz bem não só para o corpo, mas também para a mente, pois
se exercitar libera no nosso organismo substâncias como endorfina e serotonina,
que são neurotransmissores importantes para o nosso bem-estar geral. E quando
essa prática vem aliada a inclusão, isso se torna ainda mais fantástico, pois
une ação social com dignidade, que é o nosso o bem comum.
GolBol é um desses esportes, pois
leva ao deficiente visual a oportunidade de praticar atividade física e ao
mesmo tempo de se profissionalizar na área, podendo até construir uma belíssima
carreira no esporte.
GolBol foi inventado pelos
colegas Hanz Lorenzen (Austríaco) e por Sett Reindle (Alemão), no ano de 1946,
porém só no ano de 1985 o esporte começou a ser praticado no Brasil, sendo que
só foi incluído nas paraolimpíadas no ano de 2008.
A partida do GolBol exige
silêncio por parte dos jogadores e também da plateia, pois a sua funcionalidade
depende da percepção, tanto da audição do som emitido pelo guizo que fica
dentro da bola, quanto do tato do jogador.
O jogo consiste em arremesso da
bola com as mãos de maneira a acertar a baliza do adversário e cada equipe
conta com 3 jogadores e ainda 3 reservas. GolBol pode ser praticado por
deficiente físico total ou por aqueles que tenham alguma percepção visual,
porém para que fique um jogo justo, todos os jogadores usam uma venda nos olhos
durante a partida.
Ao longo dos anos o GolBol conquistou algumas medalhas, sendo elas:
1 de ouro pela equipe masculina e
1 de prata pelo feminino nos Jogos Parapan-americanos em Guadalajara (México);
2 medalhas de ouro, uma no
feminino e uma no masculino nos Jogos Parapan-americanos em Toronto (Canadá);
2 medalhas de ouro, uma no
feminino e uma no masculino nos Jogos Parapan-americanos deLima (Peru);
2 medalhas de ouro, uma pela
equipe feminina e a outra pela equipe masculina nos jogos Paralímpicos dos EUA;
1 medalha de ouro pela equipe
masculina no campeonato mundial em Espoo (Finlândia);
1 medalha de ouro pela equipe
masculina no campeonato mundial em Malmo (Suécia).
Com isso o Brasil se tornou
bicampeão mundial em GolBol e ganhou espaço, se tornando o atual líder no
ranking mundial masculino e o 3° colocado no ranking mundial feminino.
Ainda há um longo caminho a ser
percorrido, mas o primeiro passo ao sucesso já foi dado e agora é só questão de
tempo para que o GolBol se torne um dos esportes mais destacados e que leve aos
Deficientes Visuais não só mais saúde e dignidade, mas também o direito de
levar uma vida normal, independente de suas limitações.


0 Comentários