Futebol e a gestão da pandemia

Por: Valtair da Silva Souza

                                                              foto: mrvnoesporte.com.br

Quase não se fala a respeito, mas, o esporte, em especial o futebol profissional, foi exemplo de gestão correta da pandemia. Para constatar isso, basta ver os números e resultados. Talvez por ser um esporte que conta com um seleto grupo milionário em se tratando de Ligas e Confederações espalhadas pelo mundo, o futebol profissional em se tratando de prevenção, detecção e tratamento da Covid-19, fez e está fazendo o que governos e autoridades de Saúde do mundo todo deveriam ter feito.

Testes constantes, detecção, isolamento e tratamento imediato. Essa foi uma orientação da Organização Mundial da Saúde em março de 2020. Algo ignorado pelos “sabedores da verdade” mundo afora.

Cuidando para preservar seus lucros e patrimônios, representados principalmente pelos seus jogadores, clubes de futebol lutaram pela volta das competições, se comprometendo a seguir regras rígidas. E assim, o fizeram, ressalvando exceções relativas comportamentais. E o resultando disso pode ser conferido:

De acordo com a Conmebol – Confederação Sulamericana de Futebol, hoje, no mundo, são 265 milhões de jogadores e jogadoras, além dos cinco milhões de árbitros e funcionários. E olha que ainda tem as comissões técnicas e dirigentes. Só no Brasil, segundo pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas, o futebol movimenta R$ 16 bilhões por ano, tendo trinta milhões de praticantes (aproximadamente 16% da população total), 800 clubes profissionais, 13 mil times amadores e 11 mil atletas federados.

Infelizmente só os clubes das principais divisões fizeram o trabalho de forma correta. Mas, mostraram exatamente como fazer.

Segundo o site ge.com (Globo Esporte), em toda a europa foram 950 casos de jogadores com Covid-19, o que nos leva a detectar que é um número muito baixo. Valendo ressaltar que foram pouquíssimos casos mais graves. É comum acompanharmos a divulgação de notícia de que determinado jogador foi contaminado, e mais comum ainda e a divulgação de que em pouco dias, ele está de volta as atividades.

Diante de tantos dados importantes, fica para todos nós uma lição, de que, se todos tivessem feito o que o esporte fez, principalmente o futebol profissional, teríamos vencido a Covid-19, sem tantas perdas irreparáveis de vidas no mundo, no Brasil, no Estado do Espírito Santo, e é claro na pequena cidade de Iúna, onde até a presente data, quase 70 pessoas se foram em decorrência da doença.

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