Por Luiz Carlos Mateus
Eu poderia elaborar um texto para o blog, abordando qualquer
outra temática, mas a realidade sanitária que o mundo está atravessando, me fez
pender para este tema. Sei que muitas pessoas já estão saturadas com tudo isso,
visto que é o assunto de toadas as mídias, sobre tudo as tradicionais. Partindo
deste princípio, em que o assunto é sempre o mesmo, eu gostaria de afirmar que,
é necessário sim que estejamos antenados com essa realidade, pois infelizmente
o vírus está passando por diversas mudanças e mutações, inclusive com cepas
extremamente perigosas, com alto índice de letalidade, por possuir uma carga
viral muito grande e consequentemente
uma capacidade maior de disseminação e transmissibilidade.
A grande preocupação dos especialistas em
saúde pública, e essa deve ser a nossa também, é que as vacinas não tenha
eficácia garantida contra estas novas cepas. Já existem vários casos de
pacientes que se contaminaram, mesmo depois da segunda dose
do imunizante. Isso pode estar relacionados à vários fatores: O fato do
indivíduo ter se contaminado no intervalo entre a primeira e a segunda dose;
ter se contaminado antes de concluir o período necessário para o sistema
imunológico absorver o imunizante; na situação mais grave, o imunizante não ter
sido eficaz suficiente contra a cepa que se instalou no organismo.
Entre as novas cepas
que apareceram no país, a sul-africana é a mais preocupante e coloca em xeque a
eficácia de vacinas. A orientação geral OMS é que a população não ignore os
riscos e fiquem atentos aos novos sintomas, que não são mais àqueles que
conhecemos, como perda de olfato, paladar, dor de garganta etc. Os primeiros
sintomas agora, apresentam apenas dor no corpo, indisposição e cansaço, podendo
apresentar a perda de olfato e paladar depois do 6º dia, quando já é muito
tarde, pois o paciente quando procura atendimento médico, já apresenta lesão
muscular e consequentemente acometimento renal e por fim esforço respiratório,
precisando de cuidados intensivos.
Com as novas cepas
está mudando todo o cenário de contaminação. Hoje os internados são em sua
maioria pessoas de 35 a 50 anos, público economicamente ativo. É claro que isso
se deve também à uma exposição maior ao vírus em locais de trabalho, transporte
coletivo etc.
A partir destas novas variantes, surgem a necessidade de produzir vacinas mais versáteis, capazes de parar a pandemia. Mas enquanto isso não acontece, precisamos fazer a nossa parte, tomando todos os cuidados e colaborando com a não disseminação do vírus.

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