Por Luciana Gonçalves dos Santos
No
dia 26 de fevereiro, logo após o carnaval do ano passado, tivemos a notícia do
primeiro caso de covid-19 no Brasil, na cidade de São Paulo, um homem que veio
da Itália. Chegando de viagem ao nosso país, teve os primeiros sintomas, e a
confirmação foi questão de tempo, desde de então a capital paulista vive diante
do transtorno da doença e da fome.
A
pandemia trouxe consequências em todas as áreas na vida do paulistano, tirando
empregos, entes queridos e até mesmo a dignidade. Numa capital com tantas
pessoas humildes que vieram de outros estados em busca de uma vida melhor, de
repente se vê sem salário, sem teto, com filhos para criar e sendo obrigados a
depender totalmente da ajuda do próximo.
No ano de 2020 a união para ajudar uns aos outros foi muito forte e
eficiente, trouxe muitos resultados, as doações foram tantas que chegou a
sobrar alimentos coletados nas paróquias e postos de distribuição. Contudo a
pandemia perdura e diante das restrições, com pessoas sem poder trabalhar, o
amparo aos menos favorecidos tornou cada vez mais escassa, sendo necessária por
aqueles que ajudaram e agora estão na lista dos que pedem socorro.
Os
trabalhos por entidades, igrejas, prefeituras e de pessoas que tem ainda tem um
pouquinho para dar respaldo continuam, mas os números de carentes não param de
crescer.
Os
relatos de quem vive nas comunidades são de desespero pela fome, e quem vive
nos bairros mais nobres são de preocupação em pagar as contas e tentar
sobreviver em meio a caos. Não se tem data, previsão, estudos para o fim da
pandemia mas se tem medo, insegurança, tristeza, solidão e muitas vezes a
desesperança.
Entre
os paulistanos só resta a esperança em sobreviver a pandemia e suas
consequências, e poder daqui alguns anos olhar para trás e dizer SOBREVIVEMOS.

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