Euclides Eder de Souza
Os
animais que ficaram desabrigados após tragédia ocorrida em Santa Maria de
Itabira (MG), dia 21 de fevereiro de 2021, foram acolhidos pela Associação
Municipal de Proteção dos Animais da Região de Itabira (Ampari) dois dias
depois. Eles foram mantidos pelos voluntários da Organização Não Governamental
(ONG)no parque de exposições Virgílio José Gazire em Itabira, até serem
adotados através da guarda responsável. As fotos dos animais são publicadas nas
redes sociais da Associação: Facebook e Instagram, para facilitar o interesse
em ter o pet.
“Nas
redes sociais estão os animais de porte médio e grande, com foto e informações
básicas como temperamento, se é castrado e se está vacinado. O parque está
fechado e tem autorização para entrar apenas os voluntários, e as pessoas que
agendaram para conhecer os animais. É homologado um termo de responsabilidade,
porque é como se fosse à adoção de um filho, ainda mais de uma vida que já
sofreu com a tragédia provocada pelas chuvas. A partir daí a pessoa se torna o
responsável por prover alimentação, cuidados veterinários e um abrigo adequado,
além de claro, todo o carinho”, disse a presidente da Ampari, Kelley de Pinho.
Para o
interessado contatar os voluntários, um número exclusivo de whatsapp foi
disponibilizado: (31) 99707-5901. Através desta plataforma, um link migra até
uma página para preenchimento de questionário prévio. O dispositivo foi criado
para saber se a pessoa tem o perfil acolhedor, necessário em uma guarda
responsável. Após essa etapa, dia e horário são agendados para conhecer
pessoalmente o pet, sem aglomeração e seguindo as medidas sanitárias
necessárias. Caso o interesse seja confirmado um termo é lavrado. Os animais
que não forem adotados serão devolvidos para a cidade de Santa Maria.
“Quem não for adotar, pode ajudar os animais de forma
indireta. Nesse momento estamos com as energias voltadas para conseguir lares
para esses pets. São animais que já sofreram muito e não queremos que eles
vivam em abrigos. Não sabemos como é a condição de sobrevivência de animais
institucionalizados pelo país inteiro. Alguns viviam nas ruas, outros moravam
em casas, e não seria justo que passem o resto da vida presos a uma baia. Quem
não puder adotar pode compartilhar as postagens da Ampari e fazer chegar ao
maior número de pessoas, que também estará ajudando”, concluiu Kelley de Pinho.


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