FACÇÕES TOCAM TERROR EM CIDADE DO MARANHÃO


 Joacy Felipe Carvalho da Silva

A cidade está sendo dominada por facções criminosas, uma verdadeira guerra entre integrantes rivais, na disputa por território na cidade.

Timon, fica localizada à 426km da capital Maranhense São Luís, com pouco mais de 162 mil habitantes segundo o IBGE, e com um número de homicídios assustador depois que facções criminosas começaram a tentar dominar a cidade.   O número de execuções nas ultimas semanas tem deixado a população aterrorizada, algumas por motivo de disputa por território e tráfico de drogas. Já outras execuções são feitas como penalidades no chamado “tribunal do crime”, as mortes sempre são violentas, na maioria das vezes tudo é filmado e logo divulgado nas redes sociais.

A violência na cidade tomou repercussão nacional, depois que duas adolescentes identificas como Maria Eduarda de Sousa, 17 anos, e Joyce Ellen dos Santos, 15 anos, foram executadas pelo núcleo feminino de uma facção criminosa no último dia 21 de março de 2021, onde tiveram que cavar suas próprias covas antes de serem mortas a facadas, pauladas e pedradas. A ação foi toda filmada e logo enviada para os pais das jovens.

Diante de tamanha repercussão, a secretaria de segurança pública do estado, resolveu mandar uma equipe especial da policia militar para reforçar a segurança na cidade, mas nada foi resolvido, durante a passagem dos 40 policias no município, foram registrados 4 homicídios e vários tiroteios entre facções, onde até uma criança, de 5 anos, foi atingida de raspão por uma bala perdida. Moradores relataram que estão assombrados com a violência na cidade: “Não podemos mais andar livremente na rua, nem em certos locais, andar com objetos de valor na rua, porque toda hora é assalto seguido de assalto”, disse uma moradora que não quis ser identificada.

Outro morador relata que tiroteios em lugares com fluxo intenso de pessoas são constantes: “Andamos com medo todo tempo, porque toda hora tem um tiroteio perto da gente, a pessoa pode até ser vitima de uma bala perdida”, disse o pedreiro Antônio José, 34 anos, a nossa equipe.


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