Camilla Ketellen Silva Gaspar
Quais são as vacinas que estão sendo
aplicadas no Brasil? Qual o intervalo entre a primeira e a segunda dose?
Efeitos colaterais? É possível escolher a vacina? Qual a mais eficaz?
A vacinação está
acontecendo no país, mesmo que os imunizantes (aprovados até o momento no
Brasil) não estejam disponíveis para toda a população, em vacinação em massa,
pois, é de conhecimento de muitos brasileiros, que há uma ordem para receber as
doses da vacina, por exemplo: profissionais da saúde, idosos, doentes crônicos,
população indígena e ribeirinha, entre outros listados como prioritários e, que
por meio das fases, esses grupos vão sendo imunizados, porém, as dúvidas sobre
a vacina persistem, fazendo com que, em alguns momentos, as pessoas questionem
sua eficácia.
Os pesquisadores, as
instituições públicas e privadas, os laboratórios, de forma colaborativa correm
contra o tempo, no intuito de produzirem vacinas cada vez mais eficazes, para
combater o coronavírus, porém, é importante ressaltar que nem todas as já
existentes, estão sendo designadas à população brasileira. O órgão, no país, responsável
pela tramitação e aprovação dos imunizantes nacionais e internacionais, novos e
já em circulação, é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA.
De acordo com a Agência,
as duas vacinas já autorizadas e que estão sendo utilizadas até o momento são:
a CoronaVac (Instituto Butatan – duas doses e intervalo sugerido de 14 a 28
dias entre a primeira e a segunda dose) e a Covishield (Fundação Osvaldo Cruz –
é a vacina Oxford/ AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a referida
fundação; também aplicada em duas doses e o intervalo entre as doses é de até
12 semanas). Outras especificações de ambas as vacinas são detalhadas na imagem
abaixo:
Fonte:
site da Anvisa.
Outras vacinas também
estão na pasta de aprovação e certificação da ANVISA, por exemplo, a vacina da
Janssen, (da farmacêutica Johnson & Johnson, aplicação em dose única),
teve seu pedido de uso emergencial concluído e fora aprovada em 31 de março de
2021. E no dia 23 de abril, deste ano, a Agência Nacional recebeu o protocolo
de estudos da Butanvac, vacina 100% brasileira do Instituto Butatan, a respeito
do pedido de autorização para testes clínicos da primeira e segunda fase. A
seguir, a situação atualizada, até o mês de abril, de todos os imunizantes que
estão sob a avaliação técnica da ANVISA:
Fonte: site da Anvisa.
Fonte: site da Anvisa.
Muita notícia falsa (fake news) foi espalhada, circulou nas mídias sociais e a vacinação teve a credibilidade questionada, por muitas pessoas, o que também fora reforçado por notícias de um imunizante apresentar efeitos colaterais e reações adversas fatais (foi associado casos de trombose e mortes à Oxford/ AstraZeneca, na Europa, o que gerou a suspensão da vacina em alguns países europeus). Porém, de acordo com estudos publicados e veiculados em grandes portais de notícias como: UOL e OPAS/OMS Brasil, as vacinas Coronavac e Oxford/AstraZeneca (as disponibilizadas até o momento para a vacinação) têm se mostrado seguras no Brasil e, acima de tudo, são eficazes contra a variante brasileira do coronavírus (uma variante mais letal, encontrada em Manaus).
Toda vacina possui sua
taxa (mínima) de efeito colateral e que é avisado no momento da vacinação,
entretanto, é o único meio seguro de combate à COVID-19, vírus que vem matando
muitas pessoas e deixando sequelas nos curados. Vacinação é questão de saúde
pública. A princípio, e até pelas poucas unidades de imunizantes no país, aos
que serão vacinados não é permitido escolher qual vacina a ser imunizado,
porém, o Sistema Único de Saúde – SUS é referência em campanhas de vacinação,
portanto, mesmo que a imunização dos brasileiros esteja andando lentamente,
àqueles que estão nos grupos prioritários e/ou são convocados para se vacinar,
é de extrema importância, se vacinarem e continuarem seguindo os protocolos de
segurança: máscara cobrindo boca e nariz, distanciamento social e as regras de
higienização pessoal e coletivas. E o mais importante é que: a população
procure se informar por meios seguros e oficiais, não espalhando notícias
tendenciosas e falsas e acreditem na ciência.
Fontes para a produção deste artigo:
Guia do Estudante: https://guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/4-tipos-de-vacinas-e-o-uso-delas-contra-a-covid-19/
OPAS/ OMS Brasil: https://www.paho.org/pt/noticias/22-4-2021-opas-pede-que-pessoas-se-vacinem-contra-covid-19-apenas-por-meio-programas





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