Cidade de 40 mil habitantes no interior de SP, ainda não definiu eleições de 2020
A população da pequena Guaíra, a 450 quilômetros da capital, vive a indecisão sobre quem comandará a pequena cidade no quadriênio 2021-2024.
Em 15 novembro de 2020, o candidato a reeleição, José Eduardo Coscrato Lellis, vitorioso nas urnas, concorreu sub judice apoiado por liminar da justiça, após ser denunciado por abuso do poder econômico e propaganda irregular durante a campanha eleitoral.
Na ocasião, o candidato começou a ser apoiado abertamente por um jornal recém-criado na cidade que trazia em todas as suas páginas somente notícias positivas do então atual governo municipal. Quebrando todas as regras do jornalismo, o semanário, que tinha como agravante para a denúncia, distribuição gratuita em toda a cidade. O fato chamou atenção de um dos outros três concorrentes ao mesmo cargo, a advogada Bia Junqueira, que provocou o Ministério Público com a denúncia.
O cumprimento dos trâmites processuais até então vêm se arrastando e o candidato já está condenado em segunda instância, não tendo ainda decidido se vai recorrer ao Supremo.
Enquanto isso a prefeitura abriga o presidente da Câmara de Vereadores Edvaldo Donizete de Moraes que segue, ainda indefinidamente e sem perspectivas, ocupando interinamente o cargo.
Mas há ainda uma questão que intriga a classe jornalística; apesar de não ter qualquer influência no processo, o jornalista Marcelo Júnior, que assina o periódico, tem apenas o registro profissional precário, não tendo, portanto, adquirido o conhecimento que só é possível passando pela experiência acadêmica.
Enquanto isso, ecoa pela cidade a pergunta que ninguém consegue responder com clareza: "Haverá ou não outra eleição em Guaíra?"


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