Camilla Ketellen Silva Gaspar
Porcentagem de registros de candidaturas à
vereadora é praticamente o mesmo na cidade de Uberlândia/MG, em relação à
última eleição municipal de 2016, porém não houve nenhum registro de candidata
à prefeita
As mulheres estão em
todos os lugares ocupando diversas profissões, exercendo com maestria todas as
funções que desejam como: cientistas, físicas, astronautas, motoristas, por
exemplo, mas na área política a participação feminina ainda acontece de forma
tímida. De acordo com um estudo de 2014, realizado pela União Interparlamentar
(IPU, na sigla em inglês), presente no livreto “Mais Mulheres na Política”,
divulgado pelo Senado Federal, dos 188 países consultados, o Brasil está em
158º lugar no ranking sobre participação parlamentar das mulheres, a frente
apenas do Haiti, dentre os países pesquisados da América Latina.
De acordo com a
publicação no portal da Band: “As mulheres são
maioria do eleitorado no Brasil. De acordo com dados do IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística), 52% dos brasileiros aptos a votar são
do sexo feminino, cerca de 77 milhões”,
mas como representantes do povo seja nas prefeituras, nas assembleias
legislativas ou congresso nacional, os homens ainda são maioria nos cargos
políticos.
Esse ano, nas eleições municipais,
a participação feminina tem ganhado mais destaque, algumas candidatas estão na
liderança, por exemplo, segundo pesquisa Ibope, divulgada pelo portal de
notícias UOL no começo de outubro, a candidata Manuela D'Ávila, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), tem 24%
das intenções de voto na disputa eleitoral à Prefeitura de Porto Alegre, 10% a
mais que o segundo colocado.
Em Uberlândia/ MG, a
composição atual da Câmara Municipal é de 23 homens e 4 mulheres, totalizando
27 parlamentares. O registro das candidaturas em 2020 para vereadores no município
foi de quase 870 candidatos, mas apenas 31,5% são mulheres (aproximadamente
270), 3% a menos que em 2016, em que foram registradas 31,8% candidatas,
cumprindo o mínimo previsto em lei ( Lei nº 4.737, 15/071965, CAPÍTULO IV – DA
REPRESENTAÇÃO PROPORCIONAL) , em que cada partido deve ter no mínimo de 30% de
candidatas, nas chapas para vereadores. Concorrendo a uma vaga à prefeitura,
todos os onze registrados são homens, apenas três candidatos contam com
mulheres como vice-prefeitas.
Entrevistada no dia 28 de
setembro, pela TV Paranaíba emissora afiliada da Rede Record na cidade, a
professora de Direito da Universidade Federal de Uberlândia – UFU, Neiva Flávia
de Oliveira, reflete sobre essa pequena participação do público feminino nas
disputa do pleito municipal, levantando algumas hipóteses sobre a baixa
participação feminina na eleição municipal, como candidatas, de 2020: “primeiro
por um cenário nacional que não estimula a participação feminina na política,
segundo fator econômico, pois muitas mulheres em função da crise que a pandemia
gerou, se tornaram cada vez mais chefes de família, dificultando a participação
ativa nos partidos políticos”, ela ainda reforça que as mulheres são a
maioria do eleitorado brasileiro e que para se ter uma representatividade
efetiva é preciso ter uma câmara legislativa com, no mínimo, 50% composta por
mulheres, finalizando a entrevista, a professora ressalta a importância de
estímulos, desde a época escolar, para que as meninas se interessem por
atividades políticas.
Fontes:
https://www.tvparanaiba.com.br/videos/numero-de-mulheres-candidatas-a-vereadora-ainda-e-pequeno
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4737compilado.htm


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