Incêndio no Casarão dos Fabricantes em Fortaleza demonstra desinteresse pelas edificações históricas da cidade.

 Juliana Moraes da Silva


Um dos prédios mais antigos de Fortaleza, o Palacete da Avenida Central ou Casarão dos Fabricantes, como era conhecido atualmente, foi destruído pelas chamas de um incêndio no último sábado (5). Um prédio em processo de tombamento, mas que ainda não era tombado, como tantos outros da cidade.

Atualmente, o tombamento é um ato administrativo realizado pelo poder público (SEEC/CPC) com o objetivo de preservar, através da aplicação da lei, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico e ambiental para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados. Portanto, o tombamento visa preservar referenciais, marcas e marcos da vida de uma sociedade e de cada uma de suas dimensões interativas.

O Casarão dos Fabricantes é uma das construções mais antigas de Fortaleza. O prédio foi erguido ainda no século XIX. Há alguns séculos atras, muitos imaginavam que o patrimônio histórico de uma cidade não possuía valor algum e que o mesmo representava apenas o passado, não sendo, portanto, necessária a sua conservação ou restauração. De fato, muitos pregavam a substituição do patrimônio histórico e cultural por artigos modernos que satisfizessem os anseios da sociedade da época.

Apenas a partir da Constituição Federal de 1934 o patrimônio histórico e cultural do Brasil passou a ter proteção, apesar de existirem muitas normas que disciplinem o instituto do tombamento, ainda há um verdadeiro descaso e desrespeito por parte dos administradores e administrados em relação à conservação do patrimônio histórico e cultural de suas cidades.

Os cearenses e os feirantes que trabalhavam no local aguardam procedimentos administrativos para uma reconstrução do local, cobram as autoridades competendes.

Fonte: Diario do Nordeste

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