BRIGA ENTRE CACHORROS VIRA CASO DE POLÍCIA

 Alexsandra Leticia da Silva Ferreira


Neste domingo (9/8), na cidade de Esmeraldas (Oeste de Minas), uma briga entre cães da raça Pitbull acabou gerando uma confusão em um condomínio. Segundo relatos dos moradores, uma das casas do condomínio em questão estaria sendo usada como canil para reprodução dos animais, causando incômodo aos vizinhos devido aos latidos durante toda noite, além de suspostos maus tratos, como falta de alimentação. Segundo o casal *P.E.C* de 34 anos e *A.M* de 33, moradores do condomínio, a confusão teria começado a partir do momento em que o seu antigo vizinho decidiu vender sua casa para o novo morador *G* que colocou os cães, aparentemente para resguardar o local. Desde então eles choravam a noite toda, em razão de não haver pessoas na residência.

Na opinião de *P.E.C*, a raça Pitbull são tidas como cães ferozes e violentos, mas são dóceis e sentem falta de pessoas, o que justifica o fato dos animais chorarem e se chocarem contra a parede quando ficavam sozinhos na casa. Outros moradores do mesmo condomínio já haviam reclamado com o novo morador sobre os cães, porém o mesmo não tomou nenhuma providência. O casal teve que acionar a polícia militar, pois um dos filhos e a esposa do novo morador foram levar comida para os animais quando, de repente eles começaram a brigar, o que gerou temor na vizinhança. P.E.C e A.M foram verificar o que estava acontecendo quando perceberam que tanto a esposa quanto os filhos do novo morador estavam tentando apartar a briga dos cães, batendo-os com pedaços de pau, o que gerou revolta no casal.

P.E.C foi reclamar com a esposa do acusado para que ela e os filhos não machucassem os animais, a mesma não gostou e partiu para cima dele o agredindo-o física e verbalmente. Pouco antes da chegada da Polícia Militar no local, o acusado *G*, retirou os animais e levou-os para o sítio onde reside com sua família, evitando assim o flagrante, ameaçando os vizinhos de trazer os animais novamente. A Polícia Militar de Minas Gerais informou para o casal que devido não ter ocorrido o flagrante não poderia ser registrado uma ocorrência, porém afirmaram ao casal que se ocorrer novamente, eles poderiam acionar a Polícia Ambiental para cuidar do assunto. Tentei entrar em contato com o acusado, mas não obtive retorno do mesmo. Até o momento, a casa que G comprou, encontra-se bastante suja com fezes dos animais, revelando-o em situação de abandono.

 

*Os nomes dos envolvidos e entrevistados foram abreviados para preservar suas identidades.


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