Cristiane Campos Lima
Foto: imagem
prefeitura de Salvador
As avenidas Juracy Magalhães e ACM, em Salvador, estão passando por uma transformação: as
árvores centenárias, plantadas em 1970, estão dando lugar a elevados e construções de
viadutos, para viabilizar os corredor
exclusivo de ônibus do sistema BRT. São 579 árvores retiradas, com a promessa
de replantio em outros lugares da cidade. A avenida conhecida por compor um
cartão postal com muito verde, aos poucos, se transforme em um grande
canteiro de obras.
Foto:
moradora
Mas as obras
não estão agradando aos moradores e grupos ambientalistas, para eles a
implantação do sistema BRT vai impactar diretamente na situação dos dois rios
que passam pelo canteiro de obras e compõem a paisagem, cercada de árvores e
muito verde, o que pode causar danos ao meio ambiente com emissão de gás
carbônico e mais poluição sendo jogada no ar. Os grupos de defesa do meio
ambiente denunciam que todo o projeto foi criando sem ter audiências públicas
com a população e sem um relatório do
impacto ambiental. Em protesto contra a implantação do sistema BRT, retirada das árvores e cobertura do rios por
placa de concreto, algumas pessoas ligadas a grupos de defesa do meio ambiente
e moradores cercaram o local e pediram paralisação das obras.
A prefeitura se defende e promete plantar 1,7 mil árvores no entorno do BRT e outras 2 mil em outras regiões da cidade. Ainda, segundo a prefeitura, o projeto que vai facilitar a mobilidade na cidade, vai criar um novo corredor de transporte rápido e prático.
Para a prefeitura o novo sistema que vai ligar na primeira fase; o parque da cidade a rodoviária, com a extensão de 2,9 km e na segunda fase rodoviária a estação da lapa, com extensão de 5,5 km e com capacidade para conduzir 170 passageiros, vai facilitar o transporte de massa, desafogar o trânsito, com pistas para veículos e bicicletas e solução de saneamento e macrodrenagem da cidade.




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